terça-feira, 20 de outubro de 2009

Os alemães só falam alemão


Quem foi que disse que o inglês é língua universal?! Muita gente chegou a me perguntar se eu estava estudando alemão para ir à Alemanha. “Claro que não!”, eu respondia. “Vou me virar com o inglês”. E como resposta ainda recebia a afirmação de que com o inglês é fácil se virar lá na Europa.

Não é fácil. Pelo menos se você estiver na Alemanha. Os alemães falam alemão. Em Berlim ainda é mais fácil se virar com o inglês. Saiu de lá, esqueça. Se você não fala alemão, pegue o dicionário e comece a ensaiar algumas palavras de sobrevivência.


O duro foi descobrir isso no nosso primeiro dia de viagem. Além de encararmos chuva na maior parte do trajeto – aliás, o único dia de chuva! – e levar 40 km para achar a primeira placa indicando a nossa rota, descobrimos na primeira parada que a língua inglesa não é muito conhecido por lá. Dicionário na mão e em troca o nosso primeiro café quentinho com uma torta caseira na viagem. Começamos bem!


Uns 80 quilometros depois de ter saido de Berlim, sentimos que já estava na hora de parar. Cidade escolhida para dormir: Oranienburg. Uma cidadezinha aconchegante, cortada por um rio, com um castelo bem no meio da cidade e ares de interior. É lá também que está o campo de concentração nazista mais próximo da capital alemã, o Sachsenhausen, e o primeiro deles que visitamos. Sensação bem estranha e um silêncio absurdo e angustiante.


Depois da “experiência”, hora de procurar um lugar para dormir. Mapa e guias de pensões na mão, cara de dúvida e uma voz – em alemão – que parecia perguntar se precisávamos de ajuda. Uma senhora numa bicicleta e muitas flores na mão perguntava se precisavamos de alguma coisa. Mostramos no dicionário uma frase que dizia que procurávamos um lugar para dormir. Mostramos os endereços e ela pediu para que a seguíssemos. Seguimos, e confesso que com dificuldades. A senhorinha pedalava pra caramba! Primeira parada: pensão fechada. Segunda, também... terceira, quarta... tudo fechado! Entendemos que a nossa “guia” dizia que nessa época tudo já está fechado. Para nós ainda era final do verão, para eles, pelo visto, a empolgação da época mais quente do ano na Europa já havia acabado.


Por fim, fomos para num motel na beira da estrada. A senhora ainda conosco e mais um lugar fechado. Ela decidiu nos levar para casa dela. Ficamos confusos. Uma pessoa que nunca vimos na vida, que sequer falavca o mesmo idioma com a gente, dizia por meio de uma língua estranha e gestos que nós iríamos com ela. Mas, os donos do motel apareceram. Também não falavam inglês. Ela explicou a situação. Quase implorou e convenceu os donos do motel a nos hospedarem.

Assim foi a nossa primeira noite na rota Berlin-Copenhagen. Num motel fechado beirado por uma estrada e um rio e o primeiro anjo da viagem: Uma senhorinha que pedalava muito e que atendia pelo nome de Zarra (não sei se é assim que escreve, mas é assim que se pronuncia). Até agora fico me perguntando se ela era de verdade!

As fotos da aventura estão neste link.

5 comentários:

  1. Os alemães só falam alemão e os brasileiros acham que nem português sabem falar direito. Mas inglês não é fácil de achar aqui, quando se é turista que só tem inglês como moeda de troca.
    Se você fosse pra França, Espanha ou Itália, esperaria que os nativos falassem inglês?

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  2. Oi Evelyn, tudo bem? Bem, seu brogue foi parar no meu brogue... Costumo postar umas indicações de blogs de cicloturistas e o seu foi o "Brogue da Vez"! Depois dá uma chegadinha lá em http://mulherdeciclos.com, beijão.

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  3. Oi Evelyn, cheguei até o seu blog por indicação da Mulher de Ciclos e não me arrependi. Sensacional esta sua viagem pela Europa. Vou continuar acompanhando. Se puder visite o meu blog também: http://obicicletista.blogspot.com.
    Abs,
    Paulo Hamilton

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  4. Evelyna,
    estou aqui me divertindo com estes relatos.
    Zarra = Sarah (em português).
    Engraçado, eu passei aquele tempão na alemanha e por onde andei sempre me falavam que não entendiam inglês e sempre entendiam. mas essas cidadezinhazinhas, de fato, são bem mais dificeis.
    ahhh que delicia deve ter sido.
    to adorando.

    beijo

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